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Já lá vai o tempo em que a capital portuguesa era conhecida por
possuir uma hotelaria mais tradicional e clássica. Atentos às
necessidades e às exigências do público actual, os responsáveis
pelas novas unidades surpreendem ao fazer nascer espaços que se
destacam, não só pela qualidade do serviço, como pela diferença
do design e da decoração. Foi assim com o Fontana Park Hotel.
Podia estar em qualquer capital
europeia, mas está em Lisboa. Podia ter sido imaginado por um
arquitecto norte-americano, mas foi concebido por um arquitecto
nacional. Podia ter sido decorado por um designer estrangeiro,
mas foi-o por uma portuguesa. Na verdade, o Fontana Park Hotel
podia ser muita coisa, mas é um hotel de design lisboeta,
concebido por portugueses e destinado
ao público nacional.
No coração de Lisboa, a cerca de 15 minutos do Aeroporto
Internacional da Portela, aquele que foi o primeiro hotel de
design da capital distingue-se pela extrema e constante atenção
atribuida ao detalhe. Cada pormenor é testemunha da atenção com
que este projecto foi encarado, primeiro pelo arquitecto Aires
Mateus e depois pela designer Nini Andrade Silva, os dois
grandes responsáveis pelo fenómeno “Fontana”.
A modernidade está espelhada nos traços direitos e no look clean
inspirado na corrente do minimalismo formal e concretizado na
utilização de materiais lisos e do vidro. Como se para uma festa
se vestisse, o Fontana traja de preto e de branco, opção que lhe
dá uma aura de requinte e de sobriedade sem igual, mas que não o
carrega com demasiada formalidade.
O mobiliário, muito contemporâneo, ajuda ao ambiente cosmopolita
que se sente em toda a unidade, em particular em cada um dos 139
aposentos. Verdadeiros recantos de tranquilidade e muito
conforto, apresentam-se de linhas depuradas e muito sedutoras. A
sedução tem continuidade nos espaços públicos da unidade
instalada no edifício da antiga Metalúrgica Lisbonense, herança
visível nas enormes estruturas de ferro existentes no lobby.
Atente-se por exemplo no local onde é servido o pequeno-almoço,
cujas tonalidades de branco lhe dão um ar de pureza quase
imaculada fazendo da mais importante refeição do dia um acto
quase, quase sagrado: desde as cadeiras, passando pelas mesas,
pelas paredes e pela tijoleira, até aos pequenos trocos de
árvore ali existentes, tudo é branco.
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