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Editorial
Inicia-se um novo ano e
fala-se sempre de mudança…
… presume-se para melhor. Metamorfose pessoal, profissional, social,
espiritual. Considero ser imperativo, de facto, aceitar e impor mudança.
A si mesmo de forma a alcançar o que sempre (secretamente) desejou ser,
o patamar onde sempre quis estar, sem se esconder por trás do que os
outros querem (para si e, claro, para eles). Tenha hombridade, mas não
ceda sem nobreza. É uma palavra de incentivo para a luta que se segue
porque vale a pena: será feliz quando lá chegar. E à sociedade porque
esta sente-se gasta e as suas pessoas incrédulas face às vicissitudes de
uma realidade deveras inédita. Fala-se muito de ideologias, da derrota
do laissez-faire ou será antes do intervencionismo anárquico e da
parcialidade das infl uências e dos favoritismos? Back to basics, old
chaps.
Decidi iniciar o ano com uma preocupação pertinente que exige também
mudança: as alterações climatéricas e as suas consequências. É tempo de
assumir erros e de corrigir atitudes e impor um maior civismo a um
consumismo da inovação obsoleta tão novo-rico e já muito pouco chic. Os
edifícios devem ser eco-friendly, os projectos sustentáveis, as energias
renováveis e o consumo ponderado. A entrevista sobre a Ecoprogresso
revela uma batalha por um planeta verde.
Partilho nesta edição experiências únicas em locais onde a Natureza é
paradisíaca: nas Turks & Caicos, em Bali, na Jamaica e na Cidade do
Cabo, na África do Sul. Se dúvidas existissem, aqui ficam imagens do
porquê por um mundo verde, limpo, puro…sem esquecer o branco da neve de
Baqueira em Espanha, uma estância de esqui que me encantou. Para os
apreciadores exigentes e sofi sticados, fica Niseko e o projecto
Above+Beyond, no Japão.
Conto consigo nesta opção de mudança e espero por si até à próxima
edição.
Feliz Ano Novo!
Ana-Liza da Graça
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