THE ART OF LIVING...

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Neste número

Editorial
 
Agenda cultural

Notícias

Cool: Hotel Lumen

Design:
Viceroy Santa Monica


Hotel de neve:
The Fairmont Jasper Park Lodge


Roteiro: Las Vegas

Travel

Viagem: Áustria

Diálogo:
Peter N. Goldsmith


Quintessência:
Vila Sol Évora


Arte: ARCOmadrid 2009

Arte: Colors Notebook

Gourmet: Terraço

Gourmet: Hutong

Trends: Dino Gonçalves

Trends:
CasaDecor Lisboa


Observatório:
Porsche Museum


Happy Hour: Q Bar

Bem-vindo a bordo:
Hurtigruten


Northern Escape:
Real Companhia Velha


Companheiro de viagem

Spa: Clinique La Prairie

Na estrada: Citroen C5

Moto: Kawasaki ZX RR

Social: Casino Estoril

Social: Jet Republic

High Tech  

Diálogo
Peter N. Goldsmith
 Ou a clareza de ver mais além…

Principal responsável pelo sucesso da empresa Highground Capital, Peter N. Goldsmith tem aquilo que podemos apelidar de “visão de lince”, Ou seja, nada lhe passa despercebido, muito menos uma boa ocasião de negócio. Foi exactamente essa sensibilidade extrema na escolha do investimento certo que o levou a olhar para o leste da Europa sob outro prisma, aquele que vendo o futuro não deixa escapar nenhuma oportunidade no presente.

Pode falar um pouco acerca de si próprio para que as pessoas possam saber quem é Peter Goldsmith?
Há 40 anos que desenvolvo a minha actividade no sector imobiliário e, além disso, pouco mais fiz. Na realidade, a única profissão que desempenhei antes de entrar para o negócio imobiliário foi a de contabilista, no entanto, quando tinha 20 anos de idade decidi que não era aquilo que queria fazer no futuro e mudei para o sector imobiliário, no qual estou desde então. Trabalhei nalgumas empresas de renome mundial e em 1970 criei a minha própria empresa, a Sinclair Goldsmith; em 1987 tive a sorte de conseguir cotá-la na Bolsa de Londres. Apenas três empresas do ramo conseguiram fazê-lo. Em 1993 fundi a minha empresa com uma empresa maior, chamada Conrad Ritblat. Fui nomeado director executivo desse grupo maior, tendo permanecido no cargo durante alguns anos até me retirar, o que aconteceu há cerca de uma década, para me dedicar aos meus próprios projectos imobiliários. Desempenhei ainda funções como consultor e como director executivo em diversas empresas.
E foi influenciado pela sua família?
De modo algum, não houve nenhuma influência por parte da minha família, a não ser, talvez, a minha falecida mãe que incutiu em mim as vantagens de ser um profissional. Portanto, desde que eu fosse advogado, contabilista ou, talvez, perito, ela ficaria feliz. Mostrava sempre uma enorme preocupação em relação à possibilidade de eu entrar para o mundo dos negócios o que, na opinião dela, era algo muito precário. Por isso, quando inicialmente enveredei pela contabilidade ficou radiante. Já não ficou tão contente quando mudei para o sector imobiliário. Mas, felizmente, consegui dar provas do meu sucesso antes de ela falecer, por isso creio que, desse ponto de vista, ela morreu feliz.
Como interpreta a prevalecente crise financeira e económica?
Bom, esta é a minha quarta recessão. Cada recessão tem características próprias. Podemos apontar diferentes circunstâncias que podem conduzir a elas. A da década de 70, por exemplo, foi causada, indirectamente, pelo petróleo. A recessão maior, no início da década de 90 foi, sobretudo, uma consequência de projectos imobiliários excessivamente exuberantes, facto que se ficou a dever à desregulamentação que reinou em Londres durante o governo Thatcher; e, antes disso, houve ainda duas outras recessões menores. No entanto, a recessão actual, por estranho que pareça, não tem muito a ver com o sector imobiliário. Este foi palco de uma animada actividade de concessão e de obtenção de empréstimos junto da banca, tendo prosperado imenso em consequência disso, mas a crise no sector não foi devido a essas circunstâncias, resultou antes da ganância dos bancos que não tinham qualquer problema em emprestar demasiado dinheiro às pessoas para que comprassem, principalmente, imóveis.
 

Como se define: Como um homem de negócios que compreende o lucro, uma definição literal.
Livro: São tantos! Leio bastante, existem tantos que nem sei por onde começar. Talvez os livros onde fui buscar a minha maior inspiração foram as Obras Completas de Winston F. Churchill que, em última análise, é o meu grande herói. Era um homem espantoso.
Filme: O Clube dos Poetas Mortos
Hotel: São demasiados para poder dizer. Que me tenha marcado… Tenho passado umas temporadas excelentes em Saint Tropez, no Verão, passei tempos estupendos no Dubai, não gostaria de lá viver, mas é um excelente país para passar férias, especialmente o tipo de férias de que gosto, com um sol infindável, boa comida e tudo mais.
Viagem de sonho: Vou-lhe contar as melhores férias que já tive em toda a minha vida e que, até certo ponto não foram sequer férias. Há cerca de 17 anos participei numa viagem organizada ao deserto do Negev e que tinha como objectivo a angariação de fundos para beneficência; éramos 18 pessoas e, provavelmente, nunca me diverti tanto como nessa viagem. O Deserto do Negev fica entre o Egipto e Israel. Foi fantástico. Foram as férias mais purificantes que tive em toda a minha vida.
Extravagância: Talvez gaste mais dinheiro em roupa de marca do que devia, mas prefiro a qualidade à quantidade e concluí ao longo dos anos, que acaba por ser mais vantajoso…


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