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Neste número

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Trends:
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Dino Gonçalves
A força da singularidade

Arquitecto, designer de interiores, artista plástico, são muitas as facetas de Dino Gonçalves. Criador e artista, faz da mistura de estilos o seu próprio estilo. Surpreendente nas criações e arrojado nas propostas, não deixa ninguém indiferente. Um olhar que se cruza, um cheiro que se sente, uma textura que se toca, é assim a sua obra, um todo de múltiplos encantos. Quisemos desvendar um pouco do seu mundo e aproveitámos para, a pretexto da sua participação na CasaDecor Lisboa 2008, trocarmos algumas palavras.

Quem é Dino Gonçalves? Arquitecto, designer de interiores ou artista plástico?
Sou um sonhador que adora pôr em prática ideias e sonhos. Sou um madeirense que vive em Lisboa há 12 anos. Vim para a capital estudar arquitectura, sendo que trabalhei em dois ateliês, um de arquitectura e outro de engenharia civil. Hoje trabalho por conta própria. O gosto pelo design de interiores e pela decoração levou-me a percorrer os caminhos da decoração de interiores. Também sou pintor. Costumo dizer que sou primeiro pintor e depois arquitecto, isto porque pinto há sensivelmente 14 anos. Em Lisboa tenho um ateliê (www.luksatelier.com) com uma equipa fantástica onde trabalhamos em conjunto para sermos mais uma hipótese no mundo dos interiores. Além disso, faço consultoria de imagem para decoração de interiores e de eventos. Adoro criar e recriar para poder mostrar às pessoas um trabalho completamente diferente, tenho por hábito dizer que sou um arquitecto com gosto para a decoração.
O facto de ter nascido na ilha da Madeira influência de alguma forma o seu trabalho?
Claro que sim. Desde muito novo sempre saí da ilha para viajar, para ver e aprender coisas novas. O viver rodeado de mar faz-nos querer saber mais, ver e descobrir para além... Adoro estar rodeado de livros, de revistas, de ver o trabalho dos outros profissionais. Aprendemos muito com os outros.
O que o levou a escolher a arquitectura?
Sempre foi uma área que gostei. Dá outras bases. Assim sendo, tenho a arquitectura aliada à decoração como sustento e a pintura como prazer para poder extravasar ainda mais a minha criatividade e a minha maneira de pensar.
Em que se inspirou para a criação do projecto apresentado na última CasaDecor Lisboa 2008?
Criei o tema “teatral e eclético”. Depois foi uma busca constante de peças, de tecidos, de materiais, de marcas e de apoios para poder seguir em frente com os projectos. Digo projectos porque depois de me ter sido atribuída toda a escadaria principal e os patamares de acesso aos quatros andares, foi-me atribuído o hall principal do palácio. No primeiro projecto, a inspiração, para além da preocupação em deixar completamente visíveis todas as marcas e características importantes da arquitectura original, partiu da decoração do hall da escadaria, fugindo à ideia básica e comum que existe para estes espaços ditos “mortos”, pelo que criei uma Sala de Chegada onde se pode ler e até descansar. Em relação ao hall principal e, tendo em conta um estudo cromático e gradual, a inspiração surgiu-me, através de um papel de parede que forra por completo este espaço neoclássico do palácio dando-lhe um toque de Luís XIV com misturas contemporâneas. Ainda na mesma zona, havia uma oposição entre as peças vindas de diversas áreas do Oriente e um papel de parede super rico e luxuoso. The peak of chic.
 

 

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