THE ART OF LIVING...

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Neste número

Editorial

Olhares
- Mardan Palace Antalya
- Barvikha Hotel & Spa Barvikha Village

Check in

Entrevista: Carl Rohde

Misool Eco Resort - Indonésia

Maison Moschino - Milão

Mamilla Hotel - Jerusalém

Pousada Palácio do Freixo

Hotel Casa da Ínsua

Vila Vita Parc - Algarve

Especial Golfe

Areias do Seixo

Island Escape:
Viceroy Anguilla


Cruzeiro:Necker Belle

Quintessência:
Canyon Ranch - EUA


Projecto:Villa Libeskind

City Break: Trump Soho –
Hotel Condominium NY


Wellness: Ananda – In the Himalayas

Gourmet:
Gordon Ramsay

Happy Hour: Sky Bar

Trends: Tom Dixon

Observatório: Abu Dhabi Performing Arts Centre

Arte
- Trienal do Vale do Tejo
- ...andthenagain...


Barco: Princess Flybridge 95 Motor Yacht

Motor:Mercedes SL 65 AMG Black Series

Livros

Mala de Cabine

Especial Golfe
por: José Carlos Rodrigues

Gleneagles,
o golfe de luxo na Escócia


Gleneagles possui três campos de sonho. O PGA Centenary Course, O King’s Course e o Queens Course. Os dois últimos foram criados por James Braid, um dos maiores jogadores de golfe do início do século XX. E são típicos campos britânicos, com os greens elevados a por à prova a perícia dos jogadores. O PGA Centenary Course, desenhado por Jack Nicklaus, vai receber a Ryder Cup em 2014. Este campo, que evolui ao longo do vale de Glendevon, é o chamado moderno clássico. Os greens ou são ondulados e pequenos, defendidos por bunkers, ou são elevados, a escorregar para bunkers. Um verdadeiro desafio para o normal jogador e uma preocupação para o profissional. Dificilmente se verão jogadores a estar à segunda pancada no green nos pares 5. E nos pares 3, será uma vitória colocar a bola no sítio exacto do green.
O Dormy Clubhouse é o local ideal para se estar depois de uma volta maravilhosa de golfe. O menu diário é infindável e até apetitoso, em muitas das opções.
O hotel próximo é uma construção britânica que respira tradição e projecta brilho nos relvados que o envolvem. As cinco estrelas que possui irão ser o albergue oficial da Ryder Cup de 2014. Com 232 quartos, várias lojas de requinte, barbeiro e cabeleireiro, spa e ténis, a componente de conforto completa-se com quatro restaurantes, um deles de duas estrelas Michelin. (www.gleneagles.com)
Para além deste enquadramento, há ainda a escola de falcoaria britânica, a escola equestre e a escola de arquearia, onde se pode experimentar outro tipo de emoções.

St. Andrews Old Course,
600 anos de golfe

Mesmo que não seja o melhor campo do mundo, o Old Course de St. Andrews é a história viva do golfe.
Existe há 600 anos, e o respeito pelo campo é feito de forma firme. Um jogador francês, que no ano passado se apresentou no seu tee-time no buraco 1, foi chamado a tomar posição pelo starter. Ensaiou um swing já no tee e arrancou um pedaço de relva. Apenas ouviu do starter a seguinte frase: “Thank you for coming, sir, you have made your shot of the day”. E teve de sair do campo sem mais discussões.
O buraco 17, o clubhouse, os bunkers Hell e Caixão do buraco 15, o High Hole, um dos Par 3 mais célebres do mundo, sempre difícil de jogar e com bunkers onde se pode desaparecer de vista, são referências do jogo do golfe em todo o mundo.
Este é um dos campos onde a companhia de caddy é aconselhável. Ao segundo buraco, ele já se apercebeu do seu jogo. “Recordo-me do caddy me dizer para bater o ferro 7, quando para mim era lógico o ferro 8. Segui a minha intuição e fiquei num bunker que protegia o green”, recorda José Moreira. “E tive depois de tomar a opção de jogar para trás para sair do bunker, porque a parede era tão alta que eu não ia conseguir sair dali da posição onde estava”.
Se for jogar a St. Andrews, não esqueça: siga as instruções do caddy, mesmo que lhe pareça que vai bater dois ferros a mais. Afinal, não é todos os dias que se vai jogar na catedral do golfe.
Não se esqueça de fazer a sua reserva com antecedência. Um ano é aconselhável. Quanto ao tempo, não se preocupe: na região, o tempo habitual é chuva, vento, sol e nevoeiro. (www.standrews.org.uk e www.standrews.com) O local obrigatório para ficar é o Old Course Hotel, implantado ao lado do buraco 17 (o famoso road hole). O elegante edifício amarelo domina a paisagem e permite uma vista fabulosa sobre o campo de golfe e sobre a costa escocesa do antigo reino de Fife. Hotel cómodo e acolhedor, possui referências únicas, como o Road Hole Bar, conhecido pela sua selecção de mais de 200 whiskies, ou como o Afternoon Tea, onde é único o chá das cinco, ou o Jigger Inn, considerado o melhor buraco 19 da cidade. (www.oldcoursehotel.co.uk)

Royal Birkdale,
a casa do British Open

Este é um dos campos por onde o British Open passa regularmente.
Foi nove vezes o campo escolhido para receber o British Open, acolheu por duas vezes a Ryder Cup, e por quatro vezes o Ladies British Open. Foi ainda palco para a final do PGA Match-Play. Refira-se que a disputa do British Open em Birkdale tem uma característica: nunca foi ganho por um jogador inglês.
No circuito amador, também foi palco, por duas vezes, do Amateur Championship masculino, e uma vez do feminino, e recebeu ainda a Curtis Cup e a Walker Cup. (www.royalbirkdale.com)
O campo, situado a sul da cidade de Southport, é tipicamente britânico: um links. Mas este links tem uma particularidade: nenhum dos buracos é paralelo a outro. Logo, o vento que habitualmente condiciona o jogo nos links, aqui torna-se uma dor de cabeça, porque nunca se sabe exactamente de que lado está a soprar.
A sua implantação, entre a ondulante paisagem à beira-mar, foi já responsável pela sua classificação como campo nº1 de Inglaterra.
O campo é difícil e não o esconde. Mas também não tem truques. Está tudo sempre à vista do jogador. Por isso, pode ser apreciado por jogadores de todas as categorias.
Para além do jogo, a paisagem é cativante. Royal Birkdale está implantado numa zona dunar, que corre ao longo de uma zona costeira de paisagem protegida. Em dias de céu limpo, consegue-se vislumbrar a ilha de Man.
Próximo do campo, existem vários hotéis de referência. Como o Grand Hotel, em Lytham St. Annes, um edifício vitoriano, construído frente ao mar, com o charme do serviço britânico, ou o moderno Vincent, em Southport, onde a elegância de atendimento e o restaurante de sushi pontuam.

Is Arenas,
pérola da Sardenha

Os 18 buracos do Is Arenas evoluem ao longo da duna da costa oeste da Sardenha, integrado ao longo de uma praia de quatro quilómetros, enquadrada por uma mata agradável, de pinheiros e zimbros. É um campo com front nine e back nine, à antiga, em que só se vislumbra o club house à saída do tee do 1 e à chegada ao green do 18.
Evoluindo sempre dentro do pinhal, a segunda volta permite uma deslumbrante surpresa ao chegar ao tee do 17, permitindo uma deslumbrante vista sobre a costa da Sardenha. (www.isarenas.it)
Construído em 2001, este campo consegue ser um desafio para a maior parte dos praticantes da modalidade. Por algum motivo o Open Italiano de amadores de 2010 foi agendado para este campo. Para além do 17, o emblema do campo, todos os buracos apresentam zonas de dificuldade, quanto mais não seja pelo ondulado constante de todo o terreno, obrigando a cálculos permanentes sobre distâncias. Felizmente, a área não é muito ventosa.
O clubhouse é primoroso nos pratos que propõe e na sua carta de vinhos, mas possui um detalhe fantástico: babysitting.
Muito próximo do campo, está o Golf Hotel Is Arenas, uma unidade de luxo com 142 quartos (84 suites), na localização ideal: a 400 metros da praia e a 400 metros do tee 1 do campo de golfe.
O edifício do hotel nunca sobe acima da altura das árvores envolventes, estando perfeitamente integrado na paisagem, com os seus tons suaves. Para os visitantes com desejo de maior exclusividade existem vilas suites, pequenas unidades independentes espalhadas pelo pinhal, com o mesmo serviço do hotel e que podem alojar até cinco viajantes. (www.golfhotelisarenas.com)
É um perfeito destino para golfistas: manhã de desafio, tarde de descanso na praia de águas tépidas do Mediterrâneo, jantar no restaurante, sempre com propostas de gastronomia local.

Casa de Campo,
prazeres nas Caraíbas

O The Links Course da Casa de Campo (Republica Dominicana) é um dos três campos de desafio deste resort de luxo. Com a grande parte dos buracos a tornearem a costa, sempre com uma fabulosa vista sobre o mar das Caraíbas, os buracos mais afastados da linha de costa têm água a condicionar o jogo. Felizmente, aqui os ventos não são tão intensos como nos links europeus, virados ao Atlântico.
É um campo Par 71, com 6 078 metros, afável de se jogar, mas com bunkers aparentemente inofensivos. É necessário ter atenção extrema às distâncias, sob pena de se cair nos obstáculos de areia. E alguns deles defendem os greens, mas atrás, uma vez que estes são extremamente rápidos.
O ideal é jogar os três campos, uma vez que todos eles são bem diferentes.
O Teeth of the Dog, um campo jogado obrigatoriamente com caddy, tem sete dos buracos jogados sobre o mar das Caraíbas, com os mais perversos truques a desafiarem os melhores jogadores. Greens elevados, árvores ou mar na linha de jogo, sempre a exigirem uma atenção permanente. Está classificado no lugar 47, entre os melhores 100 campos de golfe do mundo.
Dye Fore, um campo de montanha, permite vistas fabulosas sobre grande parte da ilha. Os fairways inclinados e ondulados ao sabor das vertentes criam um verdadeiro desafio tropical. Possui dois pares 3 longuíssimos, capazes de abalar o ego de qualquer golfista. Aconselha-se o uso de buggy, para quem não esteja habituado ao clima húmido e quente. (www.casadecampo.com.do)
O hotel, no centro destes campos de golfe, é uma referência nas Caraíbas: 265 quartos, 100 villas, marina e doca comercial com lojas elegantes, ténis, carreira de tiro, clube equestre, campo de pólo, spa, ginásio, mergulho, pesca, vinte restaurantes e, obviamente, cinco piscinas

Pinehurst,
golfe em estado puro

Qual será o melhor dos 8 campos de golfe de Pinehurst? O mais antigo, o que foi construído em 1898? Ou o nº2 championship? Ou o nº 5, cheio de lagos? Ou será o nº 7, onde quem não se previne sai de lá com uma lágrima ao canto do olho?
É difícil eleger o melhor campo de golfe em Pinehurst, porque todos eles são diferentes, todos eles respondem a momentos, todos eles reflectem os períodos em que foram construídos.
Obviamente, o nº2 é o campo que todos querem jogar, por ser nele que habitualmente se desenrolam as competições que passam por Pinehurst. Aqui, todas as tacadas de saída são cruciais. Mas o mesmo acontece no campo nº1, o mais pequeno de todos, em que se a tacada é demasiado longa a bola facilmente desaparece do fairway, criando trabalhos ao golfista desprevenido.
Uma coisa é certa: este resort é uma referência entre o golfe mundial, havendo poucos locais no mundo que se possam comparar, entre comodidade e acessibilidade. (www.pinehurst.com)
Pinehurst, na Carolina do Norte, foi criado no meio do que tinha sido uma floresta, e foi o materializar do sonho de um industrial de Boston, que trocou a sua fortuna para construir um local onde se pudesse recuperar do stress. James Tufts instalou a sua casa, onde pretendia passar a sua velhice, contratou arquitectos e a reflorestação começou, a par da construção do primeiro campo de golfe. O sonho começou em 1885 (Tufts tinha 50 anos), mas o sonhador apenas viu o primeiro campo, porque morreu em 1902.
O Hotel Carolina é o centro da propriedade, de 2 000 hectares. Os seus 427 quartos, instalados num edifício clássico, são complementados pelo conforto e espírito que deu origem ao resort. Os campos de ténis, de croquet, de landbowl, uma praia no lago, varais, piscinas, centro de spa e fitness criam um ambiente de conforto para uma estada perfeita.

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