THE ART OF LIVING...

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Neste número

Editorial

Olhares
- Mardan Palace Antalya
- Barvikha Hotel & Spa Barvikha Village

Check in

Entrevista: Carl Rohde

Misool Eco Resort - Indonésia

Maison Moschino - Milão

Mamilla Hotel - Jerusalém

Pousada Palácio do Freixo

Hotel Casa da Ínsua

Vila Vita Parc - Algarve

Especial Golfe

Areias do Seixo

Island Escape:
Viceroy Anguilla


Cruzeiro:Necker Belle

Quintessência:
Canyon Ranch - EUA


Projecto:Villa Libeskind

City Break: Trump Soho –
Hotel Condominium NY


Wellness: Ananda – In the Himalayas

Gourmet:
Gordon Ramsay

Happy Hour: Sky Bar

Trends: Tom Dixon

Observatório: Abu Dhabi Performing Arts Centre

Arte
- Trienal do Vale do Tejo
- ...andthenagain...


Barco: Princess Flybridge 95 Motor Yacht

Motor:Mercedes SL 65 AMG Black Series

Livros

Mala de Cabine

Misool Eco Resort
Paraíso azul-turquesa

Chegar a Misool é como chegar às portas de um paraíso na Terra. Dito de outra forma: é aportar a um paraíso na Terra! A ilha ergue-se, quase acanhada, no meio de centenas de ilhotas repletas de verde e de recortes de lagoas de um azul celeste.

Ao lado do barco que nos transporta é possível ver golfinhos a cabriolar. Se tivermos sorte, até podemos ver, antes, em águas mais fundas, atuns em busca da sua ração. Quase apetece pedir que se desligue o motor do barco para se ouvir o som da brisa e sentir a água a sussurrar no casco. A viagem de Jacarta começou cedo, às 5 da manhã, num voo até Sorong. Daqui, apanhamos o speedboat que nos leva até à ilha. Às 16h30, hora do lanche, pisamos terra. As cabanas, apenas dez, mais precisamente, estão situadas ao longo de toda a lagoa do Norte, uma pequena enseada de águas transparentes e tépidas, que chamam a descobrir o fundo do mar. No centro da lagoa está o restaurante. Vinte lugares, distribuídos em enormes mesas de madeira, mostram que ali não há o prazer de partilhar momentos. Ali e o centro de mergulho são os pontos de encontro deste eco-resort. De manhã, o convite é para mergulhar, logo após o primeiro pequeno-almoço, só de frutas frescas. O regresso poderá ser compensado com nova primeira refeição, mais temperada de proteínas. Escapar ao sol do meio-dia é obrigatório, e aqui, o enorme telhado redondo do restaurante, sempre aberto sem qualquer porta e suportado pelas árvores da ilha, é o local perfeito. O almoço, servido em buffet, é inspirado nos sabores locais, onde não falta peixe, atum, por certo, salada de chalota e pepino com ananás, caju, arroz frito e outras iguarias, algumas delas picantes. O jantar, mais substancial, onde a carne também entra (excepto porco, que a prática muçulmana proíbe esta carne), é outro dos momentos de retempero num local longe de tudo, mas perto do que melhor existe entre a Terra e o Céu.

Os mais belos corais do planeta
O eco-resort conseguiu um acordo com as comunidades locais e estabeleceu, desde 2005, uma Zona Livre, de cerca de 400 km quadrados. Misool fica mesmo no centro deste santuário natural. Ali, é proibido pescar, caçar tubarões ou raias, ou até subtrair ovos de tartaruga. Os biólogos que pesquisam a zona descobriram recentemente novas espécies e novas variedades de peixes, como sejam os tubarões que caminham e os tubarões woobegong, uma espécie raríssima de tubarão, que mais parece um largo e ondulante lençol. Mergulhar nestes recifes é descobrir com os nossos olhos aquilo que só se vê nas fantásticas reportagens do National Geographic. De repente, sentimo-nos testemunhas de quem criou o Mundo. E logo depois sentimo-nos consagrados exploradores desejosos de recontar aquilo que é quase impossível descrever, mesmo com elegantes palavras. O mar é tépido, com águas carinhosas entre os 24 e os 26 graus. A paleta de cores é fantástica, explosiva de tão intensa. E todos aqueles seres que ali se mostram, nadando, e dos quais não conseguiremos saber o nome nem de metade, geram uma sensação de prazer indizível, ou esfusiante em excesso, de tal modo que o queremos partilhar mal se coloca a cabeça fora de água.
Daí ser obrigatório levar câmara de mergulho. É a única maneira possível de poder partilhar a incursão no paraíso.

Recuperar o brilho
Um eco-resort não se mantém imune sem esforço. A patrulha da natureza, feita por habitantes locais, conta finalmente com uma embarcação rápida, que lhes permite assegurar uma vigilância mais eficaz na imensidão de mar que querem preservar.
Mas é também o eco-resort que suporta a comunidade e arranja dinheiro para pagar os professores primários que ensinam as 52 crianças da aldeia de Dabatn.
E porque estão empenhados em recuperar a natureza que já sofreu agressões fortes, em 2007 começaram a instalar armações de ferro em zonas do banco de coral que tinham sido bombardeadas para caçar tubarões (apenas para aproveitar as barbatanas). Essas armações serviram de recuperação do coral. Um ano e meio depois, já a natureza tinha agradecido a ajuda e recoberto as zonas destruídas com exuberantes cores e novas grutas, onde as espécies nativas encontraram mais abrigo e novos caminhos.
Presenciar tudo isto, afinal tão simples, tão fácil, tão certo, confirma o que se sente ao chegar. É uma daquelas situações onde a palavra sustentabilidade não sabe a falso nem soa ridícula. De Junho a Outubro, o eco-resort encerra. É Inverno, e naquelas paragens a chuva acaba por ser incómoda. Mas não deixa de ser um pedaço do paraíso.

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Info
MISOOL ECO RESORT
Raj Ampat Indonesia
Director: Andrew Miners
bookings@misoolecoresort.com www.misolecoresort.com
Package 7 noites/ 1 pessoa desde US$ 1850