O desejo é o de citar a celebrizada frase de Napoleão, mas adaptada ao local: do alto deste arranha-céus… contemplo a Estátua da Liberdade, o Empire State, o rio Hudson, Manhattan. Toda Nova Iorque se estende aos pés.
O local é o transparente Trump Soho Hotel, aberto recentemente, em Abril de 2010. Altaneiro, sobranceiro até, perante os edifícios que o rodeiam, esta elegante torre de cristal é um palácio de requintes. Que tem o seu preço, claro. Para dormir no aposento mais comedido, haverá que despender 350 dólares. Poderá ser algo elevado, mas a suite tem 40 metros quadrados e uma vista soberba, permitindo o prazer supimpa de ver Nova Iorque do alto, enquanto se toma um banho de espuma.
Voltemos ao topo. É um enorme salão de 1 750 metros quadrados, com janelas do chão ao tecto e uma vista fabulosa, como se pode perfeitamente imaginar. Desde que abriu, logo se tornou no mais desejado salão de festas de Nova Iorque. Daquele 46º andar, se as janelas se abrissem, respirava-se Nova Iorque, respirava-se a quintessência do espírito americano. Assim, apenas os olhos se cansam da glória de dominarem a cidade que nunca dorme.
Obviamente, Donald Trump criou aqui uma nova referência na cidade. A torre vê-se ao longe. Cintila. Reflecte raios de luz. Apela. E porque de negócio se trata também, este condo-hotel já está praticamente adquirido por aqueles que escolheram ter uma luxuosa suite, sua, muito sua, com vista para o centro do mundo.
Qualquer cidadão pode pernoitar na torre. Quaisquer 350 dólares pagam o aposento mais comedido, uma suite de 40 metros quadrados com cama de estilo italiano, tapetes de lã macia, lençóis Bellino, com almofadas que podem ser pedidas conforme o gosto de cada cabeça, com as luzes a criarem ambientes diferenciados entre a zona de estar e a zona de dormir. Sempre com vista sobre a cidade.
O Trump Soho Hotel (Spring St, 246) está no centro de tudo. De tudo o que é tendência. Restaurantes como o Balthazar (Spring St, 80), uma espécie de bistro de inspiração francesa, onde se serve delicioso entrecosto grelhado e bouillaibaise às sextas-feiras, ou o Lure Fish Bar (Mercer St, 142), em que a decoração, a imitar o interior de um navio de cruzeiro (a sala de jantar, mais propriamente) cria o ambiente para uma noite divertida, e onde se come de pastas até sushi, passando pelo peixe frito.
Obviamente, o restaurante do Trump Soho Hotel, o Quattro, é uma referência da gastronomia italiana. Seguindo os traços do Quattro de Miami, este restaurante apresenta na carta Burrata Fresca e Tagliatelli Con Ragu D’Agnello, bem como os ‘pratos emblema’ Agnolotti Piemontesi Allo Stufato e o Vitello Tonnato. Tudo com a garantia do fornecimento dos ingredientes em função da sua sazonalidade.
Ainda em termos de restaurantes, há o recomendável L’École, bar e restaurante (Broadway, 462). Mais não é que a delegação escolar nova-iorquina do instituto culinário francês. É obrigatório reservar, porque a procura é desenfreada. Tal como todas as escolas de culinária com restaurantes abertos ao público, os preços são simbólicos (de 19, 28 e 42 dólares para brunch, almoço ou jantar) e a comida é fantástica.
Já que se está na Broadway, um pouco off, diga-se, há algumas opções de teatro. O Barrow Street Theatre, no nº 27 da rua com o mesmo nome, tem actualmente em cena, há mais de um ano, a peça ‘Our Town’, uma criação com mais de 70 anos, escrita por Thornton Wilder
Uma passagem pela Mac (Spring St, 113) é imprescindível. Aqui, pode-se encontrar todo o tipo de maquilhagem para todos os tipos de pele, para homem e para mulher.
Se os passos para aí nos levarem, a Vesuvio Bakery (Prince St, 190), merece ser vista, revista, fotografada, cheirada até. É uma simples padaria, com uma montra cheia de pães, cacetes e roscas, emoldurada por frisos de madeira pintada em azulão. Parece que foi ali plantada desde que Deus criou o mundo, velha, velhinha, mas sem ser decadente.
O morango no topo do bolo é o Gughenheim Museum Soho (Broadway, 575). É mesmo obrigatório parar aqui. Entrar. Apreciar a riquíssima colecção Thannhauser, formada ao longo dos séculos XIX e XX, é uma obrigação. Mais de 30 picassos, impressionistas e pós-impressionistas, futuristas italianos, a que se juntam outros contemporâneos.
O fim de tarde tem várias opções. Múltiplas, ou não se estivesse em Nova Iorque. Mas, tentando manter percursos a pé, mesmo que longos, já nos limites do Soho, na Canal St, 35, está o Clandestino, um wine-bar de referência, que apresenta uma escolha vasta de vinhos franceses e espanhóis.
Um pouco acima fica a Toad Hall (Grand St, 57), uma english manor em Nova Iorque, onde se bebe vinho e cerveja até às 4 da manhã, num ambiente algo diferente do resto do bairro.
O Jazz Galery (Hudson St, 290) é outra das referências do Soho. Aqui toca-se pelo prazer da música. As noites são sempre de descoberta. Tanto se ouve solos de metais, como um trio de guitarras.
De regresso ao Hotel, há também uma nobre escolha: o Bar d’Eau, no sétimo andar, junto à piscina. Cocktails recomenda-se.
Mas o regresso ao Trump Soho Hotel obriga a outro esforço: o spa. Fica no oitavo andar, com piscina, cabines de sauna, massagem, terapia de luz ou hidratação de pele com oxigénio. Consegue-se um fantástico momento de entregas aos sentidos. Depois, basta subir um pouco mais, dormir e sonhar com Nova Iorque a seus pés.
Info
TRUMP SOHO HOTEL & CONDO
246 Spring St. 10013 NY USA
Director: David Chase
Tel: +1 212 842 55 00 - trumpsoho@trumphotels.com - www.trumpsohohotel.com
Duplo desde US$ 389