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Vai nascer no Algarve o segundo representante no nosso país da cadeia hoteleira Hilton. Projecto da HN, o Quinta da Praia representa uma nova aposta da empresa no sector do turismo residencial de luxo.
De acordo com Andrew Coutts, CEO do ILM Group e consultor da HN neste projecto, “tenho a certeza que o Hilton Alvor terá um impacto considerável no mercado quando abrir as portas em 2012. A equipa da ILM e os nossos principais associados têm sido membros orgulhosos da equipa que trabalha neste projecto desde 2007. Esperem ver uma inovação substancial no conceito e na matriz das instalações que este produto irá oferecer. O Hilton tem uma responsabilidade significativa em providenciar o Grupo HN com o devido retorno dando assim a resposta certa ao enorme empenho e investimento feito por Rakesh Kanabar e a sua família. Força…”
O Grupo HN nasceu em 1987 na cidade do Porto. Nos últimos anos tem marcado presença no universo imobiliário de excelência sendo hoje uma das mais prestigiadas empresas do ramo. Para percebermos um pouco melhor a estratégia seguida pelo grupo, conversámos com o seu CEO, Rakesh Kanabar.
É a primeira vez que o grupo investe fora do seu distrito de origem, o Porto. Porquê o Algarve, mais precisamente o Alvor?
O Algarve continua a ser um destino turístico muito importante e a cidade de Portimão, em particular, é uma marca muito forte, com projecção internacional, o que constitui um grande contributo para atrair investidores. Para a decisão de investirmos no Alvor tivemos em conta critérios como a localização e acessibilidades, a segurança da região e, sem dúvida, o dinamismo da autarquia.
Dado ser a primeira experiência no turismo imobiliário, para si quais são as diferenças mais evidentes entre este género de investimentos e os anteriormente realizados pelo grupo?
O Grupo HN tem mais de 20 empreendimentos edificados, os quais são uma referência em termos de qualidade, design e inovação. Os nossos últimos projectos aliam a vertente residencial, empresarial, galeria comercial e parques de estacionamento públicos de que são exemplo o Arrábida Lake Towers e o O’Porto Bessa Leite Complex. A diversificação tem sido a nossa estratégia que iniciou a sua actividade no sector da habitação de luxo e actualmente assegura também presença nos escritórios (sendo uma referência a este nível no Grande Porto) e retail parks. Decidimos entrar no sector do turismo residencial para desta forma alargar o potencial cliente-alvo e conquistar uma abrangência internacional, através da criação de uma marca no turismo. Face aos projectos anteriores, neste resort destaca-se o luxo de classe mundial que lhe permitirá competir com os melhores a nível internacional e a parceria com uma marca tão poderosa quanto a Hilton. Além da Quinta da Praia, o projecto mais recente do Grupo HN é a construção de um condomínio de 11 moradias de luxo em Cascais destinadas à classe alta num conceito tailor-made, ou seja, cada habitação será inteiramente projectada à medida dos seus futuros ocupantes. Cada vez mais a actuação do grupo HN vai passar por três grandes áreas: luxury housing, offices e hospitality.
Qual o montante total do investimento?
No total o investimento é de 150 milhões, dos quais 50 milhões estarão afectos somente ao hotel (terreno e construção).
Porque escolheram esta altura para avançar com um projecto desta grandeza?
Este projecto está a ser planeado há já quatro anos e só assim é possível fazer tamanho investimento em plena crise financeira mundial.
Apelida o projecto de resort lifestyle. Explique-nos um pouco o conceito.
Este projecto trata-se de um conjunto turístico (resort) composto por um hotel de 5 estrelas e um aldeamento turístico de 5 estrelas, integrando também um spa, restaurantes e outros serviços, como segurança, ou jardinagem Iremos oferecer aos nossos clientes a adesão a um clube (gerido pela Hilton) que lhes permite aceder às infra-estruturas inseridas no empreendimento, nomeadamente ao “State of the Art” SPA, aos “State of the Art” fitness rooms (que incluem Pilates, Ioga, exercice studios) e ao children’s resort. Iremos montar uma máquina de exploração turística direccionada para os nossos clientes que optam por este produto numa perspectiva de investimento e que lhes permite rentabilizá-lo, através do arrendamento do mesmo. Em suma, é nossa preocupação que quem compre uma habitação no nosso resort não tenha qualquer tipo de preocupação.
Para quando está previsto o arranque da obra e quando contam ter tudo finalizado?
As obras avançam no próximo ano com as primeiras infraestruturas, estando a inauguração da primeira fase do projecto, na qual se inclui o hotel, prevista para Junho de 2012.
Como se processou a escolha da cadeia Hilton para a exploração da unidade hoteleira?
No dia 2 de Junho, em Paris, depois de um ano e meio de negociações, assinámos um acordo de exploração por um período de 20 anos que pressupõe que a Hilton faça a gestão do hotel 5 estrelas e serviços de apoio (spa, ginásio e children’s resort). A parceria pressupõe que a Hilton disponibilize os seus recursos mundiais para a gestão das infra-estruturas citadas, cuja propriedade é da HN. Este projecto irá criar 400 postos de trabalho, igualmente repartidos entre a vertente hoteleira e a imobiliária.
Fale-nos um pouco sobre esse projecto e quais as suas principais características, como número de quartos, restaurantes, etc.
Com uma área de cerca de 22,5 hectares, o projecto integra uma unidade hoteleira com 175 quartos, 200 unidades residenciais, spa, healthclub, children’s resort, centro de congressos, restaurantes e praça multiusos com capacidade para duas mil pessoas. Nós queríamos a força da marca Hilton para a unidade hoteleira e aquilo que vai nascer será um top Hilton de super luxo. Todo este know-how será estratégico para a afirmação da unidade em Alvor.
Relativamente aos apartamentos a comercializar qual a sua tipologia?
Além dos apartamentos T2, vamos construir também apartamentos T3, townhouses T2 e T3 e villas T3 e T4. Fizemos um criterioso estudo de mercado para definir não só o mix habitacional, mas também o público-alvo deste produto.
Quanto à área que envolve o resort o que pensam fazer para a dinamizar?
O projecto contempla a requalificação ambiental de uma área actualmente abandonada, entre o empreendimento e a praia, incluindo a recuperação de linhas de água e a criação de passadiços sobrelevados de acesso ao areal. O resort será dinamizado através do clube (atrás referido), da praça multifuncional, da pista interna de jogging e do próprio director de hotel que se concentrará nos turistas. Importa salientar que estamos a montar uma empresa do grupo HN para gerir o empreendimento, actuando na vertente de asset management. A HN já tem ampla experiência nesta matéria ao nível da gestão de escritórios, lojas, retail parks e parques de estacionamento público, sendo que no caso deste projecto ficará responsável não só pela gestão do resort, mas também pela supervisão do hotel.
Na sua opinião uma das características de um bom empresário deve ser a “prudência”?
Acredito que é com novos projectos que se combate a crise e que projectos como o nosso, que avançam em contraciclo, são o melhor contributo para que o turismo seja efectivamente um motor para a retoma da economia. É minha convicção que dentro de 3 ou 4 anos já terá sido retomada a confiança dos mercados financeiros, ou seja o projecto estará executado quando se der a recuperação e, como tal, iremos ter o produto pronto no momento certo.
O que esperam alcançar com o resort Quinta da Praia? Será este o projecto chave para o Grupo HN se lançar à conquista de outros mercados?
A Quinta da Praia representa a entrada do grupo HN no sector do turismo. Este projecto abre caminho ao objectivo de internacionalização do grupo que pretende apostar em países lusófonos, como Angola, Moçambique, Cabo Verde e Brasil, no que diz respeito ao mercado do turismo e turismo residencial, no âmbito de uma política de diversificação de investimento. |